Minhas raízes

Minhas raízes
Uruguaiana

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Minhas Andanças


Conforme já prometido, estou me organizando para contar todas as minhas viagens e peripécias passadas nessas verdadeiras aventuras por caminhos Andinos. A foto ao lado,é da Aduana de Libertador no Chile, todos comentários das viagens, serão ornamentados por lindas fotos daquela região lindíssima. Me aguardem

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A partir de agora, como estamos em pleno inverno aqui no Sul, vou adicionar fotos da minha última viagem ao Chile que ocorreu em agosto de 2007, portanto há dois anos, tenho lindas histórias para contar aos simpatizantes deste blog. Lá tive a oportunidade de conhecer usos e costumes totalmente diferentes dos nossos. Quero comentar o terremoto que houve no Peru no e que repercutiu em Santiago do Chile, contar ainda o que senti ao participar de um pequeno incidente por ocasião de uma viagem de metrô naquela capital, enfim tenho uma série de novidades que vcs gostarao com certeza.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Síndrome do pânico

O Brasil, como todo o mundo está em voltas com a gripe suína, e nós aqui do Rio Grande do Sul mais ainda. Infelizmente, o único óbito é nosso. É uma cidade muito longe da minha Sant'Ana do Livramento, mas de qualquer maneira a situação é muito preocupante para todos. Aqui dividimos nossa cidade com a cidade de Rivera - Uruguai e por isso os perigos são maiores e reais. Olhamos no jornal que o Uruguai está entre os Países vetor do vírus, mas nós que moramos aqui não ouvimos e nenhum jornal noticiou um caso real na vizinha cidade.Creio que o maior perigo é o grande fluxo de pessoas de fora desta região, que aqui aportam em busca de preços convidativos nos Free Schop por causa da baixa do dolar e os artigos de primeirissma qualidade que são vendidos. O medo existe e muito. Ontem como sempre faço, fui até a linha divisória e me surpreendi com o baixo movimento, não sei se é o frio ou o medo da gripe. O que sei é que um restaurente que sempre frequento e tem estado sempre cheio, ontem não tinha ninguem. Cheguei com um amigo, sentamos e uma garçonete veio nos atender , comentamos a respeito de não ter ninguém, ela mostrou-se preocupada, temendo o seu emprego. Na conversa que tivemos, ela nos contou que tinha chegado atrasada no seu turno, por ter socorrido um cunhada sua no interior do município, que queixou-se de muita dor de cabeça, dores no corpo e febre. Eu olhei para o meu amigo já apavorado, no mínimo nós de repente estávamos frente a frente com perigo de contaminação. Permanecemos meio a contra gosto, momento em que fomos abordado por um conhecido, que sentou junto conosco e durante uns 5 minutos que ali estava, não parou de tossir. De repente nada a ver, mas o certo é que de imediato tratamos de cair fora temerosos do vírus que está movimentando os órgãos de saúde.

domingo, 28 de junho de 2009

Sós

Levanta,arruma a cama.
Varre a casa, tira o pó.
Pensa na vida.
Que não foi perdida

Teve um amor,
Filhos e um lar.
O amor, ainda tem,
Os filhos foram embora.

Seguindo rumos diversos,
Procurando outros caminhos.
Ela senta pensativa,
Que farão esses guris ?

Desta vez não quer chorar,
Volta a seus afazeres.
Vai preparar o almoço,
O seu velho vai chegar.

Procura não demonstrar,
A dor em seu coração.
Sem perceber que o parceiro,
Também senta a solidão.

sábado, 27 de junho de 2009

PALPALÁ

Hoje quero voltar a falar da viagem a Palpalá. Saímos à tarde dos arredores de Mendonza, deixando ao fundo a cadeia de montanhas dos Andes, um visual extraordinário, é um horizonte de um branco azulado, branco pelo gelo e azul pela linha do horizonte quando o tempo está limpo. Nessa primeira parte da viagem, tivemos alguns fatos que merecem ser contados. Nessa época a Argentina estava numa grande turbulência econômica, o peso valia um peso, não mais valia 1 dolar como era antes. Essa troca, causou sérios problemas aos argentinos, a ponto de termos encontrado inclusive pedágios particulares que atacavam só os estrangeiros para achacar e pedir dinheiro na maior cara de pau que já vi. Ninguém tinha coragem de negar, porque com certeza as consequências seriam nefastas. Ao sermos fiscalizados por um posto policial isolado, dissemos que não tinhamos dinheiro eles nos pediram óleo diesel. O isolamento nessa região é terrivel, não se acha uma casa por centenas de kilometros rodados, mesmo assim, fomos surpreendidos por um trio, que usavam roupas pretas, com casacos compridos, num calor de 40 graus ou mais, carregavam guitarras e nos pediram carona, não paramos é claro, mas até hoje penso de onde poderiam ter saído. Paramos num posto de gasolina para fazer um lanche, no pequeno bazar que tinha no local, encontramos pacotinhos de folha de coca como se fossem salgadinhos, depois descobrimos que nessa região ela é consumida para enganar o estomago, tirar o sono, enfim ela serve como a canha serve para nós por aqui.Nesse primeiro dia, eu peguei a direção da carreta as 15 horas e dirigi com pequena paradas até as 03 da madrugada quando paramos pra dormir um pouco. O agradecimento pelo apoio que dei ao meu irmão, foi que ele no outro dia enquanto eu preparava o chimarrão pra seguirmos viagem, ele conferindo a média que a carreta tinha feito naquele trecho, fez o seguinte comentário: Olha carreta velha para as barberagens que tu sofreu ontem, até que tu andou muito bem. Passamos por grandes plantações de cana de açucar, o resto só que se vê, são guanacos,( uma pequena ovelha com o pescoço de girafa) por sinal muito saborosos, tem o mesmo gosto da carne bovina, burros choro, cabritos e muito deserto, mas deserto mesmo, depois conferindo num mapa que são a minha paixão, cheguei a conclusão que por onde andamos é parte do deserto de Atacama, lado Argentino. O Argentino é muito religioso, quem viaja nesse País, pode observar a quantidade de grutas, capelas, cruzes, mas o que me chamou a atenção foi a quantidade de monumentos que existe ao Gauchito Gil, são monumentos feitos com garrafas pet e grandes quantidades de fitas vermelha abanando ao vento e muitas procissões de nativos daquela região homenageando esse que dizem ter sio o Robin Hood da
Argentina, que roubava dos ricos para dar aos pobres. Passamos por extensas planíces, cuja única vegetação é a chirca e pequenos arbustos. Já próximo ao nosso destino começamos a subir pequenas montanhas, até chegar na parte mais alta onde fica Jujuy. Estávamos bem próximo da divisa da Argentina com a Bolívia, Peru e Chile.Nossa viagem terminou as 16 horas, quando estacionamos em frente a fábrica em Palpalá.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

PALPALÁ

PALPALÁ

Com certeza os Srs. não sabem o que significa esta palavra.
Mas a finalidade desta postagem e o assunto sob o qual ele versará, vai esclarecer o nome e o qual o seu significado.
Palpalá, é um vilarejo que fica no norte da Argentina, quase na divisa com a Bolívia, pertence a Província de San Salvador de Jujuy, é um verdadeiro fim de mundo, de repente pode ser por esse motivo que esse motivo que tenha acontecido o fato que relatarei nesta história.
Nessa viagem, nos passamos 21 dias entre o Chile e a Argentina, aconteceram muitos coisas interessantes nessa viagem, que possivelmente contarei numa outra oportunidade.
Estávamos eu e meu irmão Niwton popular gaudério, nas proximidades de Mendoza, vindo do Chile onde descarregamos 30 toneladas de politileno e ficamos um fim de semana num posto de gasolina aguardando carga.
Na segunda pela manhã, fomos informados pela empresa que deveríamos ira a Palpalá para carregar 30 toneladas de pó branco, que não era cocaína, era um pó que serve para dar brilho à cerâmica.
Saímos após o almoço para enfrentar 1.500 kms, praticamente de sul a norte da Argentina.
Levamos 28 horas para fazer esse percurso.
Passamos por Média água, Chepés,Chamical, La Rioja,Chumbicha,Valle de Catamarca, Andalgaia,Concepcion, Bella Vista,San Miguel de Tucuman,Rosário de La Frontera,Metán, Salta,San Salvador de Jujuy e finalmente, sem contar as dezenas de cidadezinhas e vilarejos, chegamos as 16:00 de terça feira em Palpalá.
Foi a primeira refeição que fizemos, por que na viagem não paramos nem pra comer, só fizemos lanches.
Almoçamos e ficamos esperando a ordem para carregar num estacionamento a frente da fábrica.
Comecei a conversar e descobri que o pessoal que trabalhava na fábrica, geralmente morriam aos 40 ou 50 anos de idade, se não morressem ficavam com os pulmões totalmente deteriorados pelo pó que respiravam dentro da fábrica.
Descobri ainda que no serviço bruto, a maioria dos funcionários eram bolivianos que entravam clandestinamente pelas montanhas com conivência do governo Argentino e trabalhavam por pouco mais de nada.
Fazia aproximadamente, uns 40 graus de calor, e durante a noite a temperatura chegava as vezes a zero grau ou menos.
Resolvi comprar alguma coisa diferente do que tínhamos na caixa do caminhão, subi uns peraus pra chegar até o centro da vila.
Quando lá cheguei, notei a uns 350 metros de onde eu estava, um aglomerado de pessoas e um carro de policia com as luzes piscando.
Curioso como sempre resolvi conferir o que estava acontecendo. Perguntei a uma senhora mapuche, indígenas daquela região, o que se passava lá onde o pessoal estava amontoado.
Disse-me na maior tranqüilidade, que ‘’ uma víbora havia comido um muchacho.
Como dijo lhe pregunté?
Me mirou sorrindo e confirmou a história.
Não me agüentei,esqueci do que tinha ido fazer e larguei firme pra onde estavam as pessoas.
Lá chegando, realmente fiquei impressionado com o que vi, estavam tirando um pessoa da barriga de uma cobra.
Após a policia ter saído, perguntei pra um senhor o que tinha ocorrido.
Disse-me que o que ocorreu era uma não normal, mas que acontecia por vezes quando as pessoas, cachorros, galinhas, crianças, facilitavam, a AMPALÁGUA, vinha para os devorar.
A ampalágua, é uma cobra enorme, muito parecida com a nossa jibóia ou sucuri e segundo os moradores, ela ronda o vilarejo e se facilitarem ela mata a fome com quem der sopa na sua frente. Não é venenosa e nem agressiva, só se alimenta geralmente com animais mortos e não ataca as pessoas.
Perguntei, mas como não ataca se já tinha comido o vivente.
Ele me esclareceu que o dito cujo, era um indigente, que vivia bêbado dormindo em qualquer lugar e que certamente a cobra o pegou dormindo.
O que me chamou a atenção, foi que a pessoas quando foi tirada de dentro da cobra, parece que estava envolta num goma plástica, que depois fiquei sabendo que é um suco gástrico que ela usa para digerir suas vitimas.
Resultado, quando voltei para onde o meu irmão e outros caminhoneiros e contei a história, eles não queriam acreditar, foi necessário que outras pessoas confirmassem, eu não tinha levado minha máquina de fotos, imaginem quando eu conto para as pessoas elas simplesmente não acreditam.
Se eu relatar todos os fatos que aconteceram nesses 21 dias dá para escrever um livro com no mínimo 100 páginas.

SEMANA FARROUPILHA

Os dias chuvosos, nos fazem pensar, relembrar, enfim reviver atos e fatos que um dia tiveram importância em nossas atividade.E o que me veio na lembrança e que gostaria de interagir com a nossa comunidade, principalmente os Tradicionalista, é próxima Semana Farroupilha que se aproxima.Aqui em Sant'Ana do Livramento, nós tínhamos uma Comissão Permanente, que durante 6 anos organizou, planejou e executou nesse período o evento Semana Farroupilha. Essa Comissão, conseguiu dar maior expressão histórica e turística nessa festa. Nessa época, A Comissão já estava com todos os seus grupos de trabalho funcionando a mil, até porque tem determinadas tarefas que são feitas com grande antecipação para que no dia, tudo saisse realizado de acordo com o projeto elaborado por todos e com conhecimento de todos que dela faziam parte. Jamais durante a existência dessa Comissão, se tomou alguma medida ou decisão sem que todos tivessem de uma maneira ou de outra participado das discusões a respeito. O que não é novidade, num regime democrático como o que vivemos, não se admite que as coisas não sejam claras e discutidas por todos.Essa Comissão, sempre preservou a nossa história, trabalhou até o seu ''desmanche'', pela total integração com nossos hermanos uruguaios. No tempo dessa Comissão, tivemos os maiores desfiles da região, com participação total de toda a comunidade Santanense e Riverense.Conseguimos grandes conquistas, tudo através da parceria, amizade, companherismo, dedicação e respeito pela cultura de ambos os países. Essa comisão a qual me refiro e que já não existe mais, tinha parceiros de peso, alguns sem serem tradionalistas na acepção da palavra, mas que apesar disso tudo faziam para o sucesso do empreendimento. Afinal de contas para ser Tradicionalista, existe um único requisito, ter nascido neste chão sagrado, ou adotá-lo, temos grandes defensores da nossa história, que não gaúchos. Aqui se quisermos ter sucesso, tudo a ser feito na área de lazer e turismo, é preciso pensar no outro lado da rua. Poucas iniciativas são possíveis isoladamente. Nossa situação é única, aqui é uma ''Fronteira sem Fronteiras''.Mas lamentavelmente, temos pessoas que trabalham incessantemente contra essa integração, e por incrível que parece esses pretensos líderes ímpolutos conseguem incutir na cabeça de poucos seus procedimentos radicais, nefasto e desagregador.A Comissão que não existe mais, trabalhava unida, coesa, integrada e suas decisões eram de conhecimento público. O Tradicionalismo não é de A,B ou C, ele brota ao natural e autêntico. Não tem donos, é da comunidade e do povo gaúcho. Sem os Tradicionalistas, sem o homem do cavalo e das lides campeiras, dificilmente a festa será a mesma. Os Tradicionalistas, são na maioria pessoas simples,muitas vezes com poucos conhecimentos da história, mas com certeza tem a mesma vontade férrea que tiveram nossos antepassados em defesa deste chão. Que saudades dessa Comissão que já não existe mais, ela trabalhou tão bem, fez tantos progressos. Não sou e nunca fui dos derrotados que para justificar seus fracassos dizem de boca cheia que Livramento é a terra do já teve, mas se não tomarmos cuidado de repente podemos realmente perder espaço numa área que estava totalmente sob o controle de quem tinha a responsabilidade da organização.