Minhas raízes

Minhas raízes
Uruguaiana

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Voltei

Voltei para dizer aos que acessam à este blog, que a foto que coloquei e não soube como tirá-la , e que está saindo nas postagens, é , na Cordilheira do Andes, lado Argentino ,esse é o Parque Municipal do Aconcágua, montanha que aparece ao fundo, a mais alta da Cordilheira, é desse parque que os aventureiros e alpinistas partem para a conquista do Aconcágua, bem próximo existe o cemitério dos ANDINISTAS, segundo dizem , quem morre tentando conquistar essa montanha, permanece enterrado nesse cemitério. É um lugar de uma beleza incomensurável, para no meu caso só para tirar uma foto e cair fora o mais rápido possível.

GELO

Minhas Andanças
Hoje, curtindo uma recuperação de uma cirurgia delicada, que ainda não resolvi contar, mas fico que nem pelincho no arame , me balanceando prá abrir a gracheira e dizer a todos da minha idade, que não facilitem e façam exames periódicos, para ganhar tempo, que é o melhor aliado dos especialistas nesses casos. Como estou que nem mulita, escondido no casco para me resguardar da intempérie, só me resta curtir um fogo na lareira ,relembrando minhas cruzadas por esse mundo de Deus. Fui um aventureiro e nessas aventuras adquiri muitas experiências, umas boas, outras regulares e poucas ruins. Hoje quando vejo esta onda - ola - de frio pelos pagos argentinos, nevando em lugares que muito poucas vezes nevou, lugares por onde andei que são verdadeiros desertos e estão cobertos de gelo, inclusive as autoridades suspendendo aulas, é realmente complicado. Lugares como Jujyi, Catamarca, La Rioja, Salta, Santiago del Estero, Chubut, Pampa del Guanaco, Pampa del Infierno e tantos outros lugares que são a verdadeira pampa argentina e hoje estão embaixo do gelo, nos leva a pensar, mas o que está acontecendo com esse mundo véio, será que o home véio resolveu mostrar aos descrentes, que é ele quem manda e que para ele não tem estações climáticas, que o o clima ele faz de acordo com a sua vontade? É precisamos repensar valores, analisar atitudes e ver onde e como podemos nos reciclar para ajudar no que for possível para que os tempos voltem como eram antes. Estou colocando algumas fotos, de repente pode até a postagem sair toda errada, mas na realidade é uma verdadeira procura de maiores conhecimentos desta máquina, para tirar proveito do todo que ela nos oferece.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cuentos da caserna

O FERRADOR - 3
Enquanto não decidi se conto ou não o meu martírio em relação a cirurgia que fiz, vou continuar falando dos outros e agora em especial mais um conto do nosso Na...de...Bo... Na Brigada Militar e em qualquer quartel, quando nos preparamos para um desfile ou uma apresentação, os preparativos iniciam sempre entre uma ou duas horas de antecipação. Como no 2º. Regimento não era diferente, por ocasião dos desfiles, sempre ficávamos no local pré determinado para dar a largada, por um longo tempo. Num 25 de agosto, dia do Soldado, no efetivo destinado para a solenidade, havia um pelotão de cavalarianos, onde eu e o meu amigo Na...de...Bo... faziamos parte. Como o nosso amigo era prevenido, na hora do café, conseguiu com o pessoal do rancho, uma metade de um pão com um bife bem acebolado para o lanche. Acondicionou o seu lanche, dentro do capacete, entre a carneira - aparato de sola que fixa o capacete na cabeça - e o casco da cobertura. Para quem já montou à cavalo com cela, sabe que o cavaleiro tem que ser muito bom de perna - ter força na perna - porque no moment0 do desfile que é feito em ombro arma - espada - o cavaleiro só tem o estribo e a perna até o joelho para firmar-se na cela, a mão direita com a espada e a esquerda segura a rédia. Portanto tem quer ser exímio cavaleiro para não cair numa eventual manobra surpresa do animal. Tendo chegado a hora do desfile, iniciou o deslocamento até a rua dos andradas para passar em frente às autoridades que estavam no palanque na praça Gen. Osório. O cavalo do Na...de...Bo... embrabeceu - ficou muito nervoso - e iniciou um galope curto que mais parecia um corcóveo. Ele que era bom cavaleiro, foi tentando de todas as maneiras controlar o animal, mas lamentavelmente, quando confrontou com as autoridades e o Tenente que comandava o pelotão hipo mandou olhar a direita em continência regulamentar , nesse preciso momento, caiu em frente ao palanque, o capacete e o lanche do dito cujo, que foi imediatamente pego por um vira lata que andava por ali. A vergonha foi tremenda, porque foi necessário uma pequena parada para desmontar, pegar o capacete e montar. O Comandante do 2º. Regimento que tinha a mania de se livrar de certos incomodos com a conhecida frase - Tô mas não tô -dessa vez não conseguiu livrar-se do constrangimento perante aos seus pares no palanque oficial. Terminado o desfile, o Na...de...Bo... curtiu oito dias de cadeia e a gozação dos colegas.

sábado, 30 de julho de 2011

Cuentos de caserna

O FERRADOR - 2
Voltando ao nosso querido amigo, - que Deus o tenha - ferrador, que protagonizou muitos cuentos no 2º RPMon, hoje lembramos e aqui estamos postando, uma cruzada do nosso amigo quando prestou seus serviços no Esquadrão de Rosário do Sul, la pelos idos de mil novecentos e poucos. Seus serviços de ferrador, foram utilizados em toda a região que abrangia o comando do Regimento, tais como Uruguaiana, Quaraí, Alegrete, Rosário do Sul, Cacequi. Já frizamos aqui que naquela época, o expediente era dois turnos. Certa feita, o Na...de...Bo... servia em Rosário do Sul e num interválo do meio dia, ao dirigir-se para sua residência, resolveu antes de almoçar para voltar para o turno da tarde, pagar um prestação de um carnê nas lojas JHSantos que ficava no seu caminho.Só que para isso, precisou descer do ônibus no centro, pagar a sua conta, pegar o próximo coletivo, almoçar e voltar ao quartel. Portanto, seu tempo era curtissimo, mas mesmo assim cumpridor... dos seus deveres não queria atrazar a prestação. Quando chegou na loja, tinha uma senhora limpando a porta de vidro que dava acesso ao estabelecimento. Entrou e rapidamente dirigiu-se ao caixa para saldar a sua prestação, feito isso, quando pegava o carnê e o trouco, olhou para a parada de ônibus que tinha em frente a loja, momento que viu o ônibus encostando, pegou rapidamente os papéis e dirigiu-se sem exitação para não perder o ônibus, pois se perdesse, chegaria atrazado para o turno da tarde. Não chegou a correr, mas saiu num trancão que parecia mais um trote. Um homem de uns 85 kgs e ainda apressado, representava quase o dobro do seu peso. Mas o maior problema é que ele na pressa que tinha não percebeu que a porta tinha sido fechada. Tentou é claro, mas não conseguiu passar, mas se vangloriava de ter demolido totalmente não só o seu nariz, mas também o vidro que ficou em migalhas. Dizem inclusive os maldosos que o seu apelido de Na...de...Bo... foi depois desse episódio. O que eu sei e que presenciei muitas vezes é que quando alguém se esconcida e lhe gritava: JJJJOOOTAAA HHHH SANTOOSSSSSS, tinha que sair de perto porque ele se defendia jogando uma jamanta de ossos que ofendia todos os ancestrais do atrevido que tinha coragem para enfrentá-lo

AGREDECIMENTOS

Quero rapidamente, agradecer os mais de cinco mil acessos à este Blog, vejo alguns com miles de acessos, sei que o meu não é muito, mas o necessário para continuar escrevendo. Nesse pequeno mas sincero agradecimento, vou aproveitar para agradecer ao home véio la de riba pelo pequeno obstáculo que pos no meu caminho e que tive felecidade de transpô-lo e tenho certeza que a recuperação será gradual e tranquila e ele - o home véio - estará junto comigo para me dar forças para chegar à plenitude da minha saúde. Além de Deus, meus familiares, agradeço a todos que mesmo de longe tenho certeza que estavam torcendo pelo meu sucesso.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Amigos

Voltei, passei 5 dias baixado no CHS, sofri mais que burro comendo urtigas, mas foi um sofrimento para atingir a plenitude da minha saúde, com o apoio do corpo clínico, enfermeiros,funcionários, amigos e fundamentalmente meus familiares, aqui estou, ainda fragilizado, mas com certeza no caminho da recuperação. Até breve.

domingo, 24 de julho de 2011

VETERANOS - 4

Livro de castigos.
Na Marinha de Guerra do Brasil, onde tive a honra de servir por quatro anos e meio como Fuzileiro Naval, as coisas são bem diferentes. Punições, alimentação, exercícios, treinamentos, uniformes, modus operandi, muito poucas coisas são iguais ao exército ou a aeronáutica. Em outras Organizações Militares, as faltas são comunicadas em partes pelos superiores em serviço ou chefes de repartições. Na Marinha, as infrações são redigidas num livro parte, denominado livro de castigos. Ali o superior comunica o fato sem opiniões pessoas - o que nunca ocorria - sempre quem fazia o registro, aproveitava para colocar nas entre linhas, o seu parecer a respeito do faltoso. Feito isso, o acusado ficava esperando o momento de ser chamado para a sua justificação - hora do pato. Todas as terças feiras na parte da tarde, o faltoso procurava se isentar dos seus erros, diretamente com o comandante da Unidade. Não lembro de ver algum colega ir para o livro de castigos e conseguir se livrar de alguma punição, ele nunca tinha razão, o que caracterizava sempre punição na certa. É bom que se diga, que eu fui freguês de caderno da hora do pato, durante o meu período nos Fuzileiros Navais.Lembro inclusive quando dei baixa da Marinha - me deram a baixa - louco a pua sem conseguir serviço, resolvi incluir na Brigada Militar. Eu morava com um tio brigadiano, 1º Sargento e para conseguir uma certa média , mostrei a ele as minhas alterações durante o tempo que servi, só que tirei todas as folhas que tinham as punições , lembro que ele mostrava a seus colegas , com muito orgulho dizendo : Meu sobrinho foi marinheiro, nunca levou uma punição. Q. Deus o tenha.