Minhas raízes

Minhas raízes
Uruguaiana

terça-feira, 18 de agosto de 2009

24ª. Cavalgada


O folder que identifica a 24ª. Cavalgada, está um pouquinho de agonal ao QG, não pensem que ele é assim, é falta de técnica do autor deste Blog que não soube indireitá-lo.
Gente hoje faltam exatamente 10 dias para o inicio da jornada deste Grupo, e vejam o tempo, batendo água que nem a música do Luiz Marenco. Mas isso não se faz problema, este grupo já enfrentou todo o tipo de tempo em suas cruzadas por este Riogrande. Ontem como é de costume todas as segundas feiras, teve reunião no Barreto. O Barreto pra quem não sabe é o veio barbudo e feio que aparece nas fotos, mas acho que toda a nossa comunidade conhece o velho Barreto, baita parceiro e meu amigo. As reuniões ultimamente tem sido para acertar os últimos detalhes e corrigir alguma coisa que tenha necessidade de correçao para que tudo fique abutuadinho e organizado como sempre foram as cavalgadas do Grupo. A partir de hoje vamos divulgar os Grupos que participarão da Cavalgada.
A cada postagem divulgaremos um, até que todos tenham sido postados neste blog. Vou pedir aos componentes que me mandem
material para divulgação, meu e-mail é oteatino@hotmail.com
O grupo de divulgaremos hoje e o GRUPO TRADICIONALISTA GARRÃO DE POTRO composto pelos seguintes cavaleiros:
Adão Areva de Freitas = Antonio Dircineu Lescano Peres = Jeferson Cuelho Bênia = José Machado Preto = Glicério da Silva Camargo = Vilmar Silveira Mautone = Wilmar Gomes Braz. Pena que não tenhamos o histórico de cada grupo para colocar junto, mas não faltará oportunidade para fazê-lo. Para os que não conhecem Sant"Ana do Livramento e nem o Grupo Santanense de Cavalgadas, hoje também vamos fazer a sua apresentação:
A mais de 24 anos um grupo de cavaleiros, tem a missão de buscar em lugares históricos , uma centelha da CHAMA CRIOULA, para que se inicie a cada 14 de setembro, a SEMANA FARROUPILHA em nosso municipio. No inicio as cavalgadas foram realizadas em pontos históricos dentro da área territorial do municipio, logo depois ávidos por aventuras e ímpeto de cortar caminhos, seus componentes não satisfeitos, passaram a buscar essa centelha onde ela fosse acesa, em qualquer ponto do Estado. Como as cavalgadas são longas e dispendiosas, houve a necessidade de organização e planejamento para viabilizar as atividades do Grupo. Em 2004 foi criado e aprovado os estatutos do Grupo, dando-lhe personalidade júridica. Hoje aquele grupo que reunia-se unicamente nas Semanas Farroupilhas, integrou-se totalmente as atividades sociais em nossa cidade. Na próxima postagem falaremos mais da história do Grupo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

24ª. Cavalgada


Hoje, 17 de agosto de 2009, portanto faltando exatamente 11 dias para o início da 24ª. Cavalgada que irá à São Lourenço do Sul para de lá, a pata de cavalos como é costume desse Grupo, trazer até Santana do Livramento a Chama Crioula que abrilhantará a Semana Farroupilha desta cidade. Mas antes de entrarmos pormenores dessa viagem, queremos nos apresentar aos blogueiros que usão este meio para tomar conhecimento ou acompanhar esta viagem. Este Blog foi criado com a finalidade de abordar todo e qualquer assunto que seja de interesse da nossa comunidade e é

claro também para abordar assuntos de interesse de seu criador. Mudamos inclusive o visual do autor que das geladas Cordilheiras dos Andes, passa a ser identificado pelas pilchas caracteristicas do assunto que será abordado a partir de agora. Estre blogueiro que já foi um participante de algumas cavalgadas, é um amador nesta arte tecnológica, portanto aqui é como o nosso Tradicionalismo, estamos aprendendo todos os dias, se algum dos que nos acompanhar, tiver alguma novidade ou algo que possa ser trocado nestas postagens, pode nos di-



zer como fazer, estamos abertos se a interferência for para melhorar nosso trabalho. Como vocês devem ter notado, as cores serão sempre as da Bandeira do Rio Grande do Sul, numa afirmação dos nossos propósitos. Aas fotos aqui postadas, são de cavalgadas já acontecidas e é um pequeno ensaio de como serão a partir do inicio da Cavalgada. É claro que as próxima deverão ser do deslocamento no trecho. Quero que os componentes do Grupo providenciem

a remessa de material para que este colaborador tenha condições de manter a comunidade informada. Ainda é preciso que os organizadores comuniquem aos órgãos de divulgação o endereço deste blog. Por este meio se realmente os organizadores o escolherem, poderão ser vinculadas, histórias, noticias e um meio de informação para os próprios familiares.
O que estamos fazendo hoje nesta postagem é apena uma pequena amostra do que poderá vir e ainda que seja mostrada na reunião para a


aprovação de todos. Assim que recebermos o sinal verde dos organizadores e componentes do Grupo, passaremos a contar o histórico e como esta turma do cavalo passou a fazer parte indispensável das Semanas Farroupilhas da nossa cidade, e ainda poderemos contar fatos curiosos que sempre acontecem a cada cavalgada. Na expectativa de formarmos uma união no sentido histórico e cultural da nossa cidade, a próxima postagem já passará a divulgar a programação da viagem.



O trecho a ser percorrido, serão 908 kms e 500 mts, sendo que a ida será como de costume por meio rodoviário e a volta a pata de cavalos como sempre, enfrentando com garbo e disposição as agrurias do nosso clima que nem sempre colabora com os cavaleiros. Aqui duas estrofes de uma poesia feita por este taura em homenagem de cavalgadas. MONTAREMOS A CAVALO = EM DEFESA DO PASSADO =PRA MANTER ESTE LEGADO = QUE O GAÚCHO DE OUTRORA =

PELEANDO RINCÃO A FORA = CONFIOU A NÓS ESTE CHÃO = TUDO ISTO É TRADIÇÃO = QUE AQUI NINGUÉM IGONORA
NOS GALPÕES DESTA QUERÊNCIA = ESTA CHAMA BRILHARÁ = MESMO TENDO QUE ANDAR = SOB CHUVA NESSA TRILHA = MAS O ´GAÚCHO QUE ENCILHA = TEM ORGULHO DO QUE FAZ = CORPO ATIRADO PRA TRÁS =
EM RESPEITO AOS FARROUPILHAS .





domingo, 16 de agosto de 2009

Fim de Viagem

21 dias de lindas paisagens, muito frio, muito calor, enfim enfrantamos durante esse trajeto de quase 4.000 kms momentos bons e ruins, mas temos a certeza que os bons superaram e muito os ruis. Saimos de Paso de Los Libres, fomos a Santiago do Chile, de Santiago fomos a Palpalá em San Salvador de Jujuy, voltamos a Paso de Los Libres, foi muito chão, muita adrenalina, mas valeu a pena. Essa viagem foi em 2002, só voltei ao Chile em 2007, 5 anos depois. Fui buscar uma sobrinha minha que esta lá e queria vir de carro mas não se animava a vir sozinha. Dessa vez tirei 12 dias passeando e conhecendo os pontos turísticos da capital chilena. Foi em agosto de 2007, ocasião que houve um violento terremoto no Peru, sentimos o primeiro abalo sísmico dentro de um metrô chileno, foi horrivel, o trem parou, ninguém sabia porque . Só fomos saber o motivo após sair do trem, quando chegamos a superfície, tivemos conhecimento do que tinha ocorrido. Nessa viagem tive a oportunidade de conhecer uma familia maravilhosa, liderada pelo Geraldo e a Miriam. Numa outra oportunidade vou contar as novidades dessa viagem. Quero agradecer os que me acompanharam na viagem de 21 dias que fiz e contei para os seguidores deste blog.

sábado, 15 de agosto de 2009

Minhas andanças 19º dia


Voltando a nossa viagem, quero contar uma das peculiaridade de Palpalá, segundo me contaram. Me disseram que a fábrica onde carregamos, a maioria do serviço pesado é feita por bolivianos clandestinos que descem as montanhas para o lado argentino em busca de trabalho e o governo local sabe e se faz de leitão. É que dizem também que o pessoal que ali trabalha chega aos 40 anos com os pulmões detonados pelo pó que respiram sem nenhuma proteçao e eu senti o mal local, além do ar ser rarefeito pela altura, ainda tem o pó que penetra nos pulmões fazendo quem como nós que não somo dali, passar mal. Mas deixando os moradores locais, as 09 00 horas da manhã seguimos viagem de retorno aos pagos que estava apenas a 1.217 kms de distância, como parceiro o paranaense Japones que viajaria junto até Resistência. Jantamos na localidade de El Galpon e fomos aconselhados a não seguir viagem, por que era comum os assaltos a camioneiros no trecho que enfrentariamos até o poso. Era cedo da noite e parar aquela hora para quem tinha mais de 1.000 kms pra fazer no nosso entender era perder muito tempo. Conseguimos mais um parceiro e resolvemos seguir viagem. Foi o que fizemos e quase fomos premiados, só nos livramento pelo fato de uma viatura policial ter aparecido no momento certo. Uma camioneta ranger que estava estacionada em cruzamento, nos seguiu por uns 15 kms, dando sinal de luz não sabemos se para nós ou para outros comparsas deles, o que sabemos e não vamos esquecer foi o susto e o aparecimento provincial dos policias, que nos custou 30 pesos que dividimos entre os três e no outro dia pela manhã levantamos uma suspeita, será que os policiais não serima do mesmo grupo? O que sabemos é que no outro dia cedito partimos em direção ao nosso destino. Por lá tem lugares como Pampa del Guanaco, Pampa del Infierno, por ai dá pra tirar a conclusão dos locais ermos, secos, mas com muita mata e fábricas de móveis nos lugarejos que passamos. Em Resistência nos separamos, o Japones seguiu seu caminho e nós ao passar por Corrientes pegamos a direita e costeamos o Rio Paraná que mais tarde torna-se Uruguai , eu fiquei impressionado com a quantidade de peixes enormes que eram vendidos na beira da estrada. De novidade, só um erro estratégico num cruzamento, que tinhamos que entrar a esquerda, meu irmão cruzou direto e nos vimos em direção a Goya , numa estrada estreita, sem acostamento o que é comum nas estradas argentinas, de noite e chovendo. Andamos uns 20 kms até chegar num pequeno estabelecimento onde foi possivel manobrar a carreta para retornar e a 01 00 hora da madrugada com 20 dias de estrada e uma saudade imensa de nossas familias, chegamos a Paso de Los Libres onde posamos depois de ter percorrido quase 4.000 kms. Na próxima postagem vamos encerrar esta pequena viagem por terras Argentinas e Chilenas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Afinal carregando


Após 17 dias de viagem por gelo, deserto e zona de mata virgem, conseguimos entrar pra dentro da fabrica para carregar. No dia que chegamos, fizemos parceria com um outro motorista que estava esperando para caregar, ele era do Paraná, lembro do seu apelido Japones.Após o almoço eu sai na cidade e foi quando acabei vendo uma cobra de nome Ampalágua que tinha engolido um indigente, fato esse que já contei neste blog. Ao fim da tarde recebemos ordem para entrar pra carregar. As dez horas da noite o caminhão ficou carregado, ficou para o outro dia enlonar a carga. Carregamos um pó branco parecido com uma farinha ou coisa parecida, cada saco pesava 1.000 kls , foram 27 sacas totalizando 27 toneladas. Nessa noite eu passei mal, acordei na madrugada com muita dor de garganta e parecia que tinha areia nos dentes. Levantei as 04 horas e fiz um mate pra ver se me aliviava a garganta. Nesse momento, chegou um dos rondas e me ofereceu uma folha de coca com bicabornato eu agradeci, preferi o meu chimarrão. Eles naquela região, usam um saco branco parecido com um curativo no lado direito da boca , cheio de bicabornato, eles mascam a folha de coca que é comum por lá, se compra em qualquer esquina, e passam a lingua naquele saco para misturá-la com o bicabornato, dizem é o que lhes dá energia para sobreviverem e enganar a fome. Palpalá, fica no meio da Pre-Cordilheira, de dia faz um calor infernal e a noite a temperatura fica a baixo de zero. As casas do pobrerio são compostas por uma camada de terra e grama em cima da cobertura. Procurei saber o motivo, fui informado que é para absorver o calor diário e o frio noturno. Na próxima postagem, vamos contar nosso retorno em plena pampa Argentina, onde a estrada que liga Los Galpões a Paso de Los Libres, tem um pequeno trecho de 500 kms de reta.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Minhas andanças 17º. dia


Vamos contar mais algumas novidades da viagem enquanto esperamos em frente a fábrica em Palpalá para carregar. Essa foto que ilustra hoje esta postagem é um dos tantos vilarejos que a gente passa, tem algumas cidades grandes também. Saimos de Catamarca as 06 hrs da manhã e chegamos em Palpalá as 16 horas onde preparamos uma refeição a capricho para recuperar as energias perdidas. De Catamarca pra chegar em Palpalá, cruzamos por Rosário de La Frontera, Metan, Gen. Guemes, Pampa Blanca, Las Pampitas, Perico e outros vilarejos. Nesse trecho a gente anda horas e horas sem encontrar nada, a não ser as vezes uma casa isolada que não se sabe como essa gente sobrevive nesses locais. Lá pelo meio da tarde, nos numa cansera de dar dó, avistamos de longe 3 pessoas com grandes casacos e guitarras a meia espalda, eles quando nos viram, pararam e tentaram conseguir uma carona se sucesso, o meu irmão ainda deu uma diminuida na velocidade, mas não deixei ele parar, sabe la o que ou quem eram aquelas pessoas perdidas naquele fim de mundo. Ao passar por um pequeno quiosco, com tabuletas anunciando lanches e vinho, lembrei do que tinha me contado um amigo e vizinho que conheci desde pequeno. Roberto Melo, popular Capincho, tem um jacaré e viaja pra todo lado. Disse-me que viajava com um sobrinho o Rodrigo um em cada carreta, e vinham conversando pelo rádio e chegaram a conclusao que deveriam na primeira bodega pra comer algo diferente que não fosse a boia que eles levavam, queriam uma comida de panela ou quem sabe uma carne assada. Rodaram naquele desertão até o que ia na frente avisou o outro olha tem algo ali que parece um parador, vamos chegar. Chegaram tinha uma grande placa onde anunciava uma serie de lanches, depois de conversarem e pra não perderem tempo por que tinha muita estrada, resolveram pedir dois chivito al plato e um chop. Chivito aqui no Uruguay e quase um xis nosso, vem com presunto, queijo, bife, ovos, uma série de ingredientes que o indio tem que ser bom de garfo pra comer tudo. A moça argentina que os atendeu, peguntou duas ou três pra confirmar se era chivito al plato mesmo que eles queriam. Quando eles confirmaram, ela tornou a perguntar, pero 2 chivitos al plato, tendo sido confirmado novamente, sim dois chivitos al plato e um chop bem gelado. Ela serviu o chop e antes de ir preparar o pedido perguntou, dos cheivitos al plato? O Capincho confirmou novamente e comentou o seu sobrinho Rodrigo, tche acho que ela é surda ou nao bate bem da caçoleta. Permanecam, terminou o chop, pediram outro e guria entrava e saia sempre com um ar desconfiado e parece queria esclarecer algo mas nao dizia nada. No terceiro chop já fazia mais de hora que esperavam e não saia nada. Inverteu quem perguntou foi o Capincho. Vai demorar muito o chivitos. Diz no senhor mas un ratito e ya lo traigo. Sumiu, passado quase 30 minutos, ela entro u com o primeiro chivito. Mas antes disso eles não tinham entendido, ela tinha encostado mais uma mesa perto deles. Só que quando ela entrou com uma gamela e um cabrito que deveria ter uns 5 ou 6 kgs eles se apavoraram, só ai que eles foram entender que chivito al plato na Argentina e um cabritinho novo assado. Ela largou a primeira gamela e enseguida entrou com a outra e colocou na mesa ao lado. A partir dai ficou justificada a demora. Após o pedido, foram sacrificar os animais , limpar e providenciar em assá-los. Diz o Capincho que conseguir comer mais da metade do primeiro chivito, o outro nem tocaram. Pagaram, pegaram o resto do primeiro e o segundo inteiro e colocaram na caixa da boia no caminhão. Portanto hoje, se tu queres receber uma resposta atrevida do Capincho, convida ele pra comer um Chivito.

Aqui estamos, para contar mais um pouco da nossa viagem da qual vocês fazem parte e espero que estejam gostando, caso não gostarem, critiquem, façam sugestões, para que eu possa melhorar ou acrescentar alguma coisa a mais nestas postagens. A foto de hoje, é uma fruteira em pleno deserto do Atacama lado Argentino, entre Chumbicha e Catamarca. É adimirável neste aspecto, a coragem e amor ao solo pátrio pelos argentinos, e não poderia ser diferente. Nesses trecho que fizemos, pela Ruta Nacional 40 e as vezes algumas Rutas vicinais, o que mais tem é burro choro, cabritos, guanacos, e chirca. Mesmo assim podemos observar a bele
za das frutas na mostra ao lado. Depois de sari de Lujan de Cyio, passamos por várias cidades e vilarejos entre os quais, Vallecito, Chepes, Patquia, La Rioja, Chumbicha, Coneta, e Catamarca onde chegamos às 03 00 horas da madrugada, após 16 hrs de viagem sem parar nem para comer. Inclusive a troca de motorista fazíamos em movimento.Nesse trecho o que ocorreu de novidade, foi dois achaques que sofremos, um num dos pedágios clandestinos, onde deviam esta umas 100 pessoas na entrada de uma ponte, os líderes com pedaços de pau como se fossem cacetetes e o outro, foi feito pelos gendarmes de um pequeno posto policial perdido naquelas imensidão do deserto. Eles primeiro pediram dinheiro como alegamos que não tínhamos, pediram óleo diesel para um motor do posto o que foi dado, só que eles usaram uma mangueira que no primeiro chupão até próprio tanque chegou a se dobrar de tão grande que era a mangueira. Outra foi o elogio que sofri do meu irmão após fazer os cálculos da média que tinha feito o caminhão. Conversando com ele mesmo por com certeza o caminhão não entendia nada, sentenciou:Olha caminhão pelas barberagens que tu sofreu hoje, até que a tua média está muito boa. Eu tinha dirigido das 16 horas até as 10 horas da noite. Na próxima postagem vamos contar mais alguma coisa.