domingo, 15 de novembro de 2009

As histórias do Nicácio

O TREM
Sim o trem.
Não o trem das onze.
O nosso trem,
É das sete.
Das sete e tanto.
Nunca as sete,
Sempre atrasado.

Referência de uma época,
De um tempo.
Tempo da nossa infância,
Dos nossos anos,
Dos anos desse trem.

Que ainda passa,
Diferente, imponente,
Sem as Marias fumaças,
Da nossa época.
Sem os encontros,
Na velha estação.

Que ainda está lá.
Velha, mas ainda um marco
Da nossa era,
Do nosso tempo.

PARTIDA

A Partida

O que será ?
De quem ficar,
quando um de nós partir.
Nossos filhos,
não serão,
os que hão de vir.

Eles têm,
suas casas,
seus filhos,
seus destinos diferentes.
Por isso,
ficarão ausentes.

A vida, foi feita assim.
E um de nós
que ficar,
vai querer
ficar sozinho.
Pra curtir a sua dor,
do parceiro que perdeu,
Ao longo do seu caminho.



terça-feira, 10 de novembro de 2009

Naqueles Tempos

O Natal do Nicácio

Corria o ano de 1975, e o Nicácio que nestas alturas já não era mais um peão de estância e sim um competente 3º Sargento Telegrafista, servindo em Uruguaiana , fez uma permuta (troca) com um colega de Quarai. Mesmo sendo natural de Uruguaiana resolveu mudar de ares. Como fui eu que pedi, não tive direito a ajuda de custo da transferência.
Jovem, casado com três filhos, foi forçado pelas circunstâncias a solicitar sua transferência, tentando com isso livrar-se da série de problemas que enfrentava em Uruguaiana, especialmente a falta de dinheiro e conseqüentemente o acúmulo de dívidas e a intranqüilidade familiar e funcional.
Nessa época as dívidas vinham para o Quartel e isso dava cadeia e constrangimento perante os colegas. O Quartel assumia as dívidas para ficar bem com a comunidade, no entanto descontava na folha de pagamento dos Policiais deixando-os a ver navios como diz o velho ditado.
Imaginem os Srs. como pagar aluguel, leite, pão, luz, água, etc. enfim como sustentar uma família com crianças sem um tostão no bolso.
Esse foi o verdadeiro motivo do pedido de transferência em questão.
A esperança era que mudando de cidade, resolveriam seus problemas financeiros. É claro que as dividas acompanhavam-nos para a nova Unidade Militar, o que quer dizer que o drama continuava, mas mesmo assim aquela mudança era uma esperança de dias melhores, novas expectativas, desejo de dar um melhor atendimento a seus entes queridos que mais sofriam com essa situação.
A realidade era nua e crua, a transferência não mudava nada, às vezes até piorava, porque na nova morada, tinha que começar tudo de novo.
Foi assim que foi o Nicácio transferido de Uruguaiana para Quarai, onde por não ter condições de pagar um aluguel, foi morar numa escola pública, onde duas salas de aulas foram transformadas em residência.
A mudança foi também de favor, seus trastes foram transportados num caminhão boiadeiro com restos de sujeira dos animais que havia transportado na última carga, imaginem o cheiro agradável que ficou nos seus pertences por longos dias.
Chegando ao novo destino, acomodaram-se da melhor maneira possível. A recepção dos colegas foi discreta, certamente no Quartel já tinham conhecimento de todos os seus problemas.
Chegou o fim do ano, a cidade preparava-se para as festividades natalinas. O Nicácio sem conhecer quase ninguém, também se preparava para as festividades já citadas, sem dinheiro, longe dos parentes, na realidade, só seus familiares e mais ninguém.
No dia 24 de dezembro aproximadamente as 22h30min, estavam sentados na frente da escola, as crianças brincando inocentemente, os transeuntes passando cheios de pacotes, transpirando alegria e eles apavorados pensando o que dar aos seus filhos naquela data tão significativa para toda a humanidade.
Foi quando avistaram dois soldados que também vinham alegres e faceiros com alguns pacotes, o Sd Cabreira e o Sd Miranda, que imediatamente pararam para conversar e desejar boas festas.
Certamente sentiram o clima de tristeza que havia entre aquela família e não tiveram dúvidas fizeram o convite.
Pessoal não queremos desculpas peguem o que vocês iam preparar para a ceia e vamos lá pra nossa casa, vamos passar o natal juntos como verdadeiros colegas.
A esposa do Nicácio, Dª Faustina baixou a cabeça e não conseguiu responder, o Nicácio agradecido e comovido não sabia como explicar que eles não tinham nada para levar. O Sd Cabreira pressentiu a situação e reforçou o convite com as seguintes palavras: Olha gente, não precisam levar nada, a esta hora já está tudo pronto, fechem a casa peguem as crianças e vamos logo, é bem perto daqui.
Dª Faustina não conseguiu segurar a emoção, começou a chorar copiosamente e justificou-se que estava com saudades de seus familiares que moravam em Porto Alegre.
Passaram o Natal mais importante de suas vidas, eles tudo fizeram para que ficassem a vontade, não sei como, e nunca tive coragem de perguntar, mas conseguiram inclusive presente para os filhos do Nicácio que não iam ganhar nada, se ficassem em casa.
Esses dois colegas ofereceram naquele momento o que mais o Nicácio e sua família precisavam calor humano, solidariedade.
Esse fato aconteceu a mais de 30 anos, mas todos os Natais do Nicácio e Dª Faustina, que a partir daquela data estão sempre juntos e felizmente com fartura, na hora da ceia eles, o Sd Cabreira e o Sd Miranda, são lembrados com muito carinho.
Esse foi o melhor convite que podiam ter recebido naquele momento.
O Nicácio, Dª Faustina e seus filhos dedicam esta história a esses nobres companheiros: Sd Cabreira ‘’Post Mort’’ e ao Sd Miranda que perderam contato há muitos anos. Eles jamais foram sabedores da repercussão do seu gesto

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O querer não tem limitesw


Essa picassa, é a minha segunda paixão. Por consequência minha esposa tem um ciume tremendo dela. Ela, a moto, é minha companheira de viagens, temos nos dois passado por paisagens maravilhosas e é claro que sempre com a desaprovação da D. Tania, que não é muito chegada nela e que cada vez que saimos fica bicuda e resinguenta. Ela sempre faz o que pode pra colocar impecilios em nossas saidas, mas como não consegue, depois que saímos, fica nos monitorando pelo nosso GPS ( Celular ) preocupada com a nossa segurança. A minha picassa é guapa, boa de montaria, mas é também arredia, intempestiva, caborteira, pela minima coisa me atira no chão. Mas quase sempre é por pura barberagem e imperícia, se for bem dirigida ela se porta como uma verdadeira dama de companhia, é dócil, prestativa, rápida e segura. A foto ao lado foi tirada numa pequena viagem que fiz a cidade de Quarái nesta quarta feira passada. É uma foto de tantas que já tenho, pois sempre que saio e o registro é automático. Mas esta tem uma importância significativa para mim. Sempre detestei ser considerado um velho. Claro que sou velho, mas o fato de ser velho não quer dizer que eu tenha que pindurar as chuteiras. Ñão sou mais uma criança e meus movimentos e atividades tem limites que sempre respeito, por que isso não fizer, bom ai sim eu sentir a velhice. Mas se respeitar meus limites, posso fazer tudo que um moço faz e foi isso que fiz. Detesto cadeira de papai, me deram uma e tiveram que sumir com ela. Um trambolho que ocupa uma peça inteira e que no meu caso não serviu pra nada. O computador é muito útil e serviçal, mas fico em sua frente só o tempo necessário e caio fora. Portanto quando me programei pra fazer essa pequena viagem, fui admoestado várias, vezes. Por que tu não pegas o ônibus, vai lá não te preocupa com nada, é mais seguro, ai sim tu podes admirar a paisagem. Pelo jeito vai posar, pra que levar barraca, cobertas, roupa de chuva e mais uma série de comentários que tinham a pretensão de me fazer disitir da viagem com a minha parceira. Quieto e fazendo planos com meus botões, coloquei todo o material na moto e no outro dia as 08,30 tirei a foto da postagem e botei a picassa na estrada. São só 105 km. Levei uma hora e 15 minutos, cumpri com os compromissos assumidos e as 11,15 telefonei pra que me esperassem com o almoço. Quando foi 12,20 minutos eu estava em casa, tomando uma bem geladinha, interasso e com a alma lavada, porque provei pra mim mesmo que o querer não tem limites e que podemos ser velhos sim mas não inativos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

As histórias do Nicácio

A BICICLETA
Por ocasião da seca contada na
história das carreiradas na estância, o pai do Nicácio, que morava na casa do seu Bélico, fazia o trajeto de ½ légua de bicicleta para poupar os cavalos que estavam muito fracos.
As vezes, dependendo do serviço executado, ou alguma campereada nos campos próximo de onde morava, ele já ficava em casa, motivo pelo qual as vezes a bicicleta permanecia na estância, o que sempre era uma festa para a gurizada e principalmente o Nicácio que sempre que podia dava uma treinada naquela modalidade de transporte que era uma novidade, imaginem uma bicicleta lá pelos anos 50, correspondia a um limusine, o que fazia o seu dono cuidar e zelar, inclusive nas redondezas era a única a chamar a atenção de quem não tinha familiaridade com esse tipo de veículo
Um fim de semana como tanto outros nos longos 04 anos que moraram naquela localidade,o pai do Nicácio deixava a bicicleta sempre fechada em seu quarto particular que tinha direito no galpão.
Para surpresa do Nicácio , terminado o serviço da semana,seu irmão mais velho, andando pelo galpão deparou-se com a bicicleta encostada na roda de um trator dentro do galpão. Não conteve a alegria e correu para contar ao Nicácio a descosberta.
Imediatamente, se organizaram para dar umas voltas de bicicleta, inclusive decidindo no par ou impar para ver quem andava primeiro.
Entre o galpão e a cozinha dos peões, tinha uma estradinha de aproximadamente uns 30 metros, que acabava na frente da cozinha onde existia um enorme paraíso, de sombra frondosa onde a peonada tomava mate e contávam as novidades do dia nas horas de folga.
Vindo do Galpão em direção a cozinha, tinha um pequeno declive, ali foi o local escolhido para demonstrarem suas habilidades com o veículo em questão.
Após várias voltas, cada um tetentando mostrar que era mais hábil na condução da bicicleta Nicácio convenceu seu irmão a sentar no quidom, o que foi feito e impulsionou o veículo largando na pequena descida. Só que não calculou a velocidade que pegaria com dois em cima.
Andaram tranqüilos, só que quando tentou segurar o freio rebentou e sobrou o paraíso como alternativa para parar. O seu irmão vendo que se rebentaria se batesse de frente, saltou fora deixando o Nicácio com a responsabilidade de fazer a geringonça parar, o que não foi possível.
Resultado, entrou de cara no paraíso.
Quebrou um dente e a bicicleta, rebentou o eixo da roda dianteira e entortou todo o aro.depois de analisarem o tamanho do desastre, ficaram pensando como descascar o abacaxi que seria quando o pai descobrisse tudo. Com certeza ia sobrar pra o Nicácio como sempre, além do dente quebrado e alguma escoriações teria que suportar o relho do velho.
Porque sobrar pra ele e não pro seu irmão?
Porque o seu irmão trabalhava na casa grande, tinha o privilégio de ficar protegido pelos donos da estância, lá o pai só ia quando chamado para receber alguma ordem, quanto ao Nicácio que era peão do galpão não tinha outra saída a não ser agüentar o tirão
Analisaram durante um largo tempo, como consertar o estrago, não tinha o mínimo conhecimento, consequentemente, endireitaram a roda da melhor maneira possível e colocaram um prego de atracá no lugar do eixo dianteiro e ataram com um arame fino, era certo que quando o pai tentasse andar seria descoberta toda a falcatrua do acidente.
A bicicleta ficou quase duas semanas sem ser usada, até que um dia seu pai disse ao irmão caçula que tinha vindo com ele pra estância, que assim que terminassem de dar remédio para o rebanho, iriam de bicicleta para casa.
Foi o que aconteceu, bem a tardinha o velho pegou a bicicleta, botou o irmão no porta pacote e assim que saiu do para- peito na frente do galão, empurrou desconfiado a bicicleta e montou, não chegou a andar 5 metros e desequilibrou-se e caiu de todo o comprimento, com a bicicleta e o guri que levava, por cima dele.
O irmão do Nicácio vendo o estrago, resbalouce para a casa grande e p Nicácio não tive outra atitude a não ser esperar o resultado da queda do pai.
Ele já tinha desconfiado que algo estava errado, para não ariscar, pegou o relho, botou atrás da porta do galpão, já pronto para afofar os dois a pau.
Calmamente encostou a bicicleta na cerca e virou-se dizendo:
Nicácio vem aqui. Pega essa porcaria e vai desfazer o que vocês fizeram.
Só que quando o Nicácio virou-se ele já vinha com relho na mão. Deu uma surra daquelas conversadas, sem muita pressa, cada volta de arame que o Nicácio dava para desatar o prego, tomava um laçasso, fazendo com que até hoje quando se atreve a dar uma de escritor e colocar no papel a sua infância na campanha, sinta arrepios da surra que levou.
Quanto ao outro ordinário, que se escapou por ser puxa saco dos patrões, desafiava o Nicácio quando a bicicleta era deixada por gosto a disposição: Tchê o pai deixou a Bicicleta, não vai dar uma voltinha?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ReTalhos de vida

A PRAÇA

Apaixono-me pelas praças,
Nas vilas e nas cidades.
Lugares de todos nós.
Nelas vejo a integração,
De jovens, velhos e moços.
Que não querem ficar sós.

As crianças tomam conta,
Em imensas travessuras.
Usando os seus brinquedos.
Os velhos contam histórias,
A sombra dos arvoredos.

As crianças se divertem,
Correndo pra todo lado.
Não discriminam ninguém,
Suas consciências são puras.
Pela a inocência que têm.

Os velhos não ficam atrás,
Reivindicam seus espaços.
Com seus iguais e parceiros,
Também se sentem os donos.
Remoçam com a gurizada,
Pensando no seu passado.
Que também foram arteiros.

Quantos sentados
Em seus bancos,
Tomou grandes decisões.
São lugares para sonhos,
Relembrando a tenra idade.
Quantos namoros tiveram,
Quantas artes nós fizemos,
No tempo da mocidade.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

As histórias do Nicácio




Ilustração 1 –
Aqui nasceu o Nicácio

Nicácio nasceu num galpão, não foi o primeiro e nem será o último, acredito que mesmo com o progresso hoje existente, ainda muita gente nasce em galpões.
O galpão que o Nicácio nasceu servia para guardar materiais da casa, um verdadeiro depósito, tinha um pouco de cada coisa, inclusive o cantinho onde a mãe do Nicácio aninhou-se para pari-lo.
Galpão para quem não sabe, é o nome dado a uma edificação rústica, em tempos passados de barro e capim, mais tarde de tábuas e hoje geralmente de alvenaria. O que o Nicácio nasceu já era moderno, era construído de tábuas.
Hoje os galpões são diferentes, tem um relativo conforto, luz elétrica, lareira com chaminé, televisão, banho quente, quartos para os peões. Antigamente, não tinha camas, dormia-se em catres ou em camas de pelegos no chão a beira do fogo com muita fumaça.
Na realidade, era uma senzala, a única diferença é que não se dormia trancado, não tinha tronco para castigar as pessoas e nem correntes para acorrentá-las.
O galpão onde nasceu o Nicácio, conforme afirmei no início, não era de estância, mas era um galpão com as mesmas características, só que era numa Vila, hoje quase uma pequena cidade.
Quando o Nicácio nasceu nesse galpão e nessa Vila , existia muita pobreza.Os pais do Nicácio muito pobres moravam nesse galpão que pertencia aos pais de criação da mãe dele, que foi dada que nem ele, alguns dos seus irmãos e nossos ancestrais.
Foi nesse galpão, que através da habilidade de uma parteira de campanha que Nicácio veio ao mundo, nesse mundo de hoje cheio de preconceitos, problemas, desacertos, desentendimentos, que naquela época também já existiam.
Assim que meteu a cara pra fora, um impasse.
Seus pais não sabiam como iam criá-lo, era mais uma boca para alimentar.
Foi diante dessa dificuldade que a parteira deu a sugestão necessária para sanar o problema.
Se me derem pra mim eu crio esse Negrinho.
A decisão foi imediata, Nicácio foi dado na hora, seguindo o caminho de outros irmãos que também foram dados.( Negros Dados)
Apesar de ter sido dado, foi uma doação diferente. Com sua mãe adotiva, teve muito carinho, não só dela como dos seus irmãos emprestados e seus tios que apesar da pobreza viviam harmoniosamente e tudo faziam para agradar e atender as suas necessidades básicas.
Sua infância foi como a de qualquer piá pobre, só que com uma diferença marcante. Ele era pobre e negro.
Mas para surpresa sua não consegue lembrar de fatos marcantes ou desagradáveis que pudessem marcar sua personalidade.
Ele inclusive acha que na realidade, fui adotado não só pela Vó Chata, mas também pelos moradores da Vila.
É conhecido até hoje como o ‘’Negrinho da Vó Chata’’.
A seu respeito contam muitas histórias, umas verdadeiras outras inventadas, mas nenhuma que desabone sua pessoa ou seu familiares.
Algumas dessas histórias vou contá-las para que os leitores façam o seu julgamento.
Quando ele vai ao Plano Alto, é procurado por jovens e velhos, os jovens querendo saber se as histórias são verdadeiras e os velhos dizendo que participaram ou assistiram muitas das suas falcatruas de guri.
Ele fica muito feliz ao ser lembrado com carinho pelos moradores do local onde nasceu..
Aqui em Livramento, onde mora a mais de 30 anos, tem três amigos Plano altenses, O Adailson Falcão, o Álvaro Murad, e a Marlene
Lembra ainda das famílias cujos filhos foram guris com ele. São eles os Falcões, Polanos, Varelas, Freitas, Souzas, Goulartes, Camargos, Jacques, Pereiras, Lopes, Soares, Jardins, Correas, Aripes, Rebés, Almeidas,Ajallas e tantas outras que no momento não lembra. Antes de publicar este capitulo, vai procurar conversar com amigos e pessoas daquela época para que fique registrado sem esquecer-se de ninguém.
Uma coisa ele tem certeza. Essas pessoas tiveram de uma maneira ou de outra, grande influência na formação da sua infância e na trajetória do que tornou-se com o passar dos anos.
Quando encontra com os amigos e comum recordarem o tempo de guri e as falcatruas cometidas .
Aqui em Livramento, relembra seguidamente em conversas de fim de tarde, sua infância com muito orgulho.
Quer neste livro deixar registrado não só a sua infância, mas a infância de todos amigos que lhe ajudaram a formar a personalidade que tem até o dia de hoje.
As suas histórias, serão as histórias deles, elas só aconteceram em função da amizade que envolveu a todos.